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Viagens com Animais de Estimação em 2025: Quais Países Exigem Quais Documentos? Viajando com Animais de Estimação em 2025

  • Foto do escritor: Vet. Tek. Fatih ARIKAN
    Vet. Tek. Fatih ARIKAN
  • 30 de set. de 2025
  • 21 min de leitura

Atualizado: 5 de nov. de 2025

Introdução: regulamentos de viagens internacionais com animais de estimação em 2025

Viajar com animais de estimação em 2025 tornou-se um processo mais organizado e regulamentado, refletindo a crescente preocupação mundial com a biossegurança e o bem-estar animal. À medida que mais pessoas viajam com cães e gatos para o exterior, os governos reforçaram os protocolos de entrada e saída de animais, exigindo uma combinação de microchipagem, vacinas, certificados de saúde e, em alguns casos, quarentena.

As regras variam consideravelmente entre os países. Enquanto na União Europeia e no Reino Unido há regulamentos uniformes sob o Regulamento (UE) 576/2013, outros destinos, como os Estados Unidos, Austrália e Japão, aplicam normas mais rigorosas. Em 2025, muitos países passaram a solicitar o teste sorológico de anticorpos antirrábicos (RNATT) como requisito obrigatório, principalmente para animais provenientes de regiões onde a raiva ainda é endêmica.

Além disso, alguns governos começaram a integrar seus sistemas de controle veterinário a bancos de dados internacionais, permitindo o rastreamento do histórico vacinal e do microchip do animal em qualquer ponto de entrada. Essa digitalização facilita o processo, mas exige que os tutores planejem suas viagens com semanas ou até meses de antecedência para reunir toda a documentação necessária.

Portanto, compreender as diferenças entre os requisitos por país e as novas normas para 2025 é essencial para evitar atrasos, multas ou, em casos mais sérios, a recusa da entrada do animal no destino.

Viagem com animais de estimação 2025
Viagem com animais de estimação 2025

Microchipagem e identificação obrigatória antes da viagem

A microchipagem é o primeiro e mais fundamental passo antes de qualquer viagem internacional com animais de estimação. Em praticamente todos os países desenvolvidos, o microchip é obrigatório e deve seguir o padrão ISO 11784/11785, de leitura universal.

O microchip contém um número de identificação único que relaciona o animal ao tutor e ao seu histórico médico. Ele deve ser implantado antes da vacinação antirrábica, pois os dados do microchip precisam constar no certificado de vacinação para que este seja considerado válido.

Os principais pontos sobre a microchipagem em 2025 incluem:

  • O microchip deve ser implantado por um médico veterinário credenciado.

  • É obrigatório o uso de microchips compatíveis com leitores universais; chips nacionais antigos podem não ser aceitos.

  • A leitura do chip será realizada tanto no aeroporto de origem quanto no país de destino, sendo requisito indispensável para o desembarque.

  • Alguns países exigem também um registro prévio do microchip em plataformas internacionais, como PetLink, HomeAgain ou EuropetNet.

Além do chip, alguns países passaram a aceitar a utilização de passaportes pet eletrônicos (e-Pet Passports), nos quais o número do microchip e as vacinas são integrados digitalmente. Esses passaportes estão sendo testados na União Europeia, Reino Unido e Japão como parte da modernização do controle de fronteiras veterinárias.

Sem o microchip, nenhum outro documento — nem vacina, nem certificado — tem validade internacional. Por isso, a identificação é sempre o primeiro passo no planejamento da viagem com o seu animal de estimação.

País/Região

Principais documentos necessários

Quarentena

Notas

UE / Schengen

Microchip ISO, vacinação contra raiva (≥12 semanas, +21 dias), certificado sanitário da UE ou passaporte da UE para animais de estimação, RNATT se de um país não listado, tratamento contra tênia em alguns países

Nenhum se os requisitos forem atendidos

Finlândia, Irlanda, Malta e Noruega exigem tratamento contra tênia em cães.

Reino Unido

Microchip, vacinação antirrábica (+21 dias), Certificado de Saúde Animal válido ou passaporte da UE, tratamento antiparasitário para cães (24–120 horas antes da chegada)

Nenhum

O Reino Unido é rigoroso quanto ao momento do tratamento antiparasitário.

EUA

Cães: Formulário de importação de cães do CDC, devem ter ≥ 6 meses de idade, microchip, vacinados contra raiva (às vezes RNATT + inspeção veterinária); Gatos: A vacinação contra raiva não é exigida pelo governo federal, mas pode ser exigida por estados ou companhias aéreas.

Não há quarentena geral (exceto instalações especiais do CDC para cães de alto risco)

Novas diretrizes do CDC em vigor a partir de agosto de 2024

Canadá

Certificado de vacinação antirrábica, microchip não obrigatório (recomendado), certificado de saúde em alguns casos.

Nenhum

Mais rigoroso se o cão pertencer a uma categoria de alto risco ou comercial.

Austrália

Permissão de importação, microchip ISO, vacinação antirrábica + RNATT (≥180 dias antes da entrada), tratamentos antiparasitários, certificado sanitário oficial.

10 a 30 dias (instalação PEQ de Melbourne)

Entre somente por Melbourne

Nova Zelândia

Permissão de importação, microchip, vacinação antirrábica + RNATT, certificado veterinário oficial, tratamentos antiparasitários.

Pelo menos 10 dias (instalação aprovada pelo MPI)

Isenção se vier da Austrália

Rússia

Microchip, vacinação antirrábica atualizada, certificado de saúde oficial, certificado de exame clínico.

Nenhum se os requisitos forem atendidos

São permitidos até 2 animais de estimação sem autorizações adicionais; crianças menores de 3 meses podem ter isenções.

Portugal

Microchip, vacinação contra raiva (+21 dias), Certificado de Saúde da UE (se vier de fora da UE), certificado de saúde, aviso de entrada.

Nenhum

Animais de estimação com menos de 12 semanas de idade geralmente não são permitidos.

Emirados Árabes Unidos (Dubai, Abu Dhabi)

Autorização de importação (MOCCAE), microchip, vacinação antirrábica + RNATT, desparasitação em até 14 dias, certificado sanitário.

Nenhum

Controles rigorosos, todos os documentos verificados

Arábia Saudita

Autorização de importação (MEWA), microchip, registro de vacinação, certificado de saúde

Nenhum

Restrições de raça para cães

Japão

Notificação prévia (≥40 dias), microchip, 2 vacinas antirrábicas, RNATT + período de espera de 180 dias

12 h–180 dias

A quarentena depende da preparação

Cingapura

Autorização de importação, microchip, cartão de vacinação, RNATT conforme a origem

Sim (para países de categoria C/D)

A duração depende do país de origem.

Coréia do Sul

Microchip, vacinação antirrábica, RNATT ≥0,5 UI/ml, certificado de saúde

Nenhum

Revisado por funcionários da APQA

México

Não é necessário certificado de saúde dos EUA/Canadá, inspeção SENASICA na chegada e registro de vacinação recomendado.

Nenhum

Entrada simples, exame visual

Brasil

Vacinação antirrábica, Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou Passaporte Pet Brasileiro

Nenhum

Deve ser endossado por um veterinário oficial.

Peru

Microchip, vacinação antirrábica, RNATT (≥0,5 UI/ml, ≥3 meses antes do voo), certificado sanitário oficial

Nenhum

O registo PETVET também é obrigatório a nível local

Vacinação contra raiva e o teste sorológico de anticorpos antirrábicos (RNATT)

A vacinação antirrábica é o requisito central de todas as viagens internacionais com animais de estimação. Em 2025, praticamente todos os países exigem comprovação de imunização contra a raiva com vacinas reconhecidas internacionalmente, aplicadas após a implantação do microchip.

A vacina deve ter sido administrada pelo menos 21 dias antes da viagem e dentro do prazo de validade indicado pelo fabricante. Se o animal já for vacinado regularmente, basta garantir que não houve interrupção entre as doses. Contudo, para muitos destinos — como Japão, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Noruega — a simples vacinação não é suficiente.

Esses países exigem também o teste sorológico RNATT (Rabies Neutralising Antibody Titre Test), que comprova a resposta imunológica do animal à vacina. O exame deve:

  • Ser realizado 30 dias após a vacinação;

  • Mostrar título de anticorpos ≥ 0,5 UI/ml (padrão OIE);

  • Ser efetuado em um laboratório aprovado pela União Europeia ou pela OMSA (antiga OIE);

  • Ser acompanhado de certificado oficial emitido pelo veterinário responsável.

O resultado do RNATT tem validade de 12 meses. Alguns países permitem o embarque após 90 dias do exame, enquanto outros exigem espera mínima de 180 dias, período durante o qual o animal deve permanecer no país de origem sob controle veterinário.

Além da raiva, recomenda-se manter em dia as vacinas contra cinomose, hepatite, leptospirose, parvovirose e parainfluenza, pois muitos postos de controle solicitam comprovação de imunização completa como critério de entrada.

O descumprimento desses requisitos pode resultar na recusa de embarque, na quarentena compulsória do animal ou até em repatriação imediata às custas do tutor. Por isso, é essencial planejar e vacinar o pet com pelo menos seis meses de antecedência da data prevista de viagem para países com normas rigorosas.

Tratamentos antiparasitários exigidos antes da viagem

Além da vacinação, vários países exigem tratamentos antiparasitários internos e externos antes do embarque. Esses tratamentos têm como objetivo impedir a introdução de parasitas zoonóticos e endêmicos em novas regiões, como Echinococcus multilocularis (tênia), Dirofilaria immitis (verme do coração) e pulgas ou carrapatos resistentes.

Os requisitos variam conforme o destino, mas em 2025 as normas mais comuns incluem:

  • Tratamento contra tênia (Echinococcus) realizado entre 24 e 120 horas antes da entrada em países como Reino Unido, Irlanda, Finlândia, Noruega e Malta;

  • Desparasitação interna com praziquantel, fenbendazol ou milbemicina oxima, aplicada sob supervisão veterinária;

  • Controle externo contra pulgas e carrapatos, com produtos à base de fipronil, fluralaner ou selamectina, registrado no passaporte veterinário;

  • Certificação veterinária datada e assinada, indicando a hora exata da administração dos produtos.

É importante observar que muitos países exigem que o tratamento seja realizado por um veterinário licenciado, não sendo aceito o uso domiciliar de produtos comerciais.

Além disso, alguns destinos — como Austrália, Nova Zelândia e Japão — aplicam protocolos complementares que exigem tratamentos repetidos em intervalos específicos e testes laboratoriais de fezes para comprovar ausência de parasitas.

O não cumprimento dessas exigências pode resultar em quarentena obrigatória de até 30 dias ou, em casos extremos, na recusa de entrada. Portanto, o tutor deve sempre verificar com antecedência as regras do país de destino e as exigências da companhia aérea, garantindo que todos os tratamentos estejam devidamente registrados no certificado veterinário internacional (CVI).


Requisitos específicos por regiões e blocos econômicos (UE, Reino Unido, EUA, Canadá, Austrália)

As regras para viajar com animais de estimação variam amplamente entre os blocos econômicos, mas a maioria segue padrões internacionais estabelecidos pela OMSA (antiga OIE) e pela União Europeia. Abaixo estão os principais requisitos para cada região em 2025:

União Europeia (UE)A UE continua sendo o destino mais acessível para viagens com cães e gatos, desde que o animal venha de um país classificado como “livre de raiva” ou “controlado”. As exigências incluem:

  • Microchip ISO compatível implantado antes da vacinação.

  • Vacinação antirrábica válida e comprovada por documento oficial.

  • Passaporte veterinário europeu (emitido por veterinário autorizado).

  • Teste RNATT, quando o país de origem não faz parte da lista de regiões de baixo risco.

  • Tratamento antiparasitário contra Echinococcus multilocularis (para países nórdicos).

Os animais que viajam dentro da UE estão isentos de quarentena. Porém, se o país de origem for considerado de alto risco para raiva, a entrada só é permitida após 3 meses da colheita de sangue para o teste RNATT.

Reino UnidoDesde o Brexit, o Reino Unido mantém um sistema independente, conhecido como PETS – Pet Travel Scheme (Esquema de Viagem com Animais de Estimação).Requisitos principais:

  • Microchip obrigatório e leitura prévia à vacinação.

  • Vacinação antirrábica atualizada.

  • Teste RNATT com resultado ≥ 0,5 UI/ml.

  • Tratamento contra tênia entre 24 e 120 horas antes da chegada.

  • Emissão de Animal Health Certificate (AHC) por um veterinário autorizado.

O AHC substituiu o antigo passaporte europeu e deve ser emitido a cada viagem.

Estados Unidos e CanadáAs regras norte-americanas são mais flexíveis, mas passaram por endurecimento em 2024 após surtos de raiva importada.Atualmente exigem:

  • Certificado de vacinação antirrábica válido, emitido há pelo menos 30 dias.

  • Comprovação de microchip e exame clínico recente.

  • Certificado veterinário internacional (CVI) reconhecido pelo USDA (EUA) ou CFIA (Canadá).

  • Em alguns estados, como Havaí, há quarentena obrigatória de 5 a 120 dias, dependendo da origem.

Austrália e Nova ZelândiaSão os países com os protocolos mais rigorosos do mundo. Ambos mantêm status de “livres de raiva” e aplicam quarentenas obrigatórias para a maioria das origens.

  • Vacinação antirrábica e teste RNATT obrigatórios.

  • Período de espera de 180 dias após o exame.

  • Certificado de exportação veterinário oficial aprovado pelo governo.

  • Tratamentos múltiplos contra parasitas internos e externos.

  • Quarentena de 10 dias no centro governamental em Melbourne (para a Austrália) ou em Auckland (para a Nova Zelândia).

Esses países exigem planejamento com pelo menos 6 a 8 meses de antecedência, e a falta de qualquer documento pode resultar na recusa imediata de entrada do animal.

Exigências adicionais para países asiáticos e do Oriente Médio

Os países da Ásia e do Oriente Médio têm regulamentos bastante diversos, que variam de protocolos altamente rigorosos (como Japão e Singapura) até sistemas mais simples (como Emirados Árabes Unidos ou Turquia).

JapãoUm dos destinos mais exigentes do mundo. Para importar cães e gatos:

  • O tutor deve registrar o animal junto ao Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas (MAFF) pelo menos 40 dias antes da viagem.

  • Microchip e vacinação antirrábica obrigatórios.

  • Teste RNATT realizado em laboratório aprovado pelo governo japonês.

  • Período de quarentena mínima de 12 horas, podendo chegar a 180 dias dependendo da origem.

  • Certificação prévia e inspeção veterinária na chegada.

SingapuraRequer autorização prévia do Animal & Veterinary Service (AVS) e certificado de exportação.

  • Exige vacinação antirrábica e RNATT com intervalo de 30 dias a 12 meses.

  • Tratamento antiparasitário obrigatório antes da entrada.

  • Possível quarentena de até 30 dias, conforme o país de origem.

Emirados Árabes Unidos e QatarPaíses com processos simplificados, mas ainda baseados em controle sanitário rigoroso:

  • Vacinação antirrábica válida (mínimo 21 dias antes da chegada).

  • Microchip obrigatório.

  • Certificado veterinário internacional.

  • Em alguns casos, autorização prévia do Ministério do Clima e Meio Ambiente.Não há quarentena para animais provenientes de países com controle de raiva reconhecido.

Turquia e IsraelEsses países seguem o modelo europeu:

  • Microchip e vacina antirrábica válidos.

  • Teste RNATT exigido apenas se o animal vier de região de alto risco.

  • Nenhum período de quarentena para origens com documentação completa.

China e Coreia do SulAmbos os países vêm endurecendo seus regulamentos.

  • Na China, o animal deve ser vacinado, microchipado e acompanhado de certificado de saúde animal emitido até 7 dias antes do voo.

  • A Coreia do Sul exige comprovação de vacinação, microchip ISO e inspeção veterinária no aeroporto de chegada.

Em resumo, a Ásia e o Oriente Médio estão adotando gradualmente os mesmos padrões da OMSA, embora ainda existam diferenças significativas na burocracia. O planejamento prévio e a comunicação com as autoridades locais são essenciais para evitar imprevistos.


Regras de entrada em países da América do Sul e Central

A América Latina, em 2025, apresenta regras cada vez mais uniformizadas para o transporte internacional de animais de estimação, impulsionadas por acordos regionais e pela influência dos regulamentos da OMSA e da União Europeia. Embora o risco de raiva ainda exista em alguns países, a maioria das nações latino-americanas já possui sistemas de controle sanitário eficientes e procedimentos de importação padronizados.

BrasilO Brasil exige para a entrada de cães e gatos:

  • Microchip implantado e legível;

  • Certificado veterinário internacional (CVI) emitido até 10 dias antes da viagem;

  • Vacinação antirrábica aplicada há pelo menos 30 dias;

  • Em alguns casos, exame de RNATT para animais provenientes de países com incidência de raiva.

A entrada é permitida por aeroportos específicos (Guarulhos, Galeão, Brasília e Recife) e o controle é feito pela Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO).

Argentina, Chile e UruguaiEsses países são reconhecidos como áreas de baixo risco de raiva e têm regras semelhantes:

  • Vacinação e microchip obrigatórios;

  • Certificado sanitário internacional (CVI) ou certificado veterinário oficial (emitido por autoridade do país de origem);

  • Declaração de ausência de sintomas clínicos de doenças contagiosas.

Não há quarentena se os documentos estiverem completos. No entanto, em casos de dúvidas sobre validade de vacina ou ausência de microchip, o animal pode ser mantido sob observação temporária por 72 horas.

México e América Central (Costa Rica, Panamá, Guatemala)Esses países reforçaram suas exigências após casos importados de raiva canina entre 2022 e 2023. Em 2025, os requisitos incluem:

  • Vacinação antirrábica válida e comprovada;

  • Exame clínico veterinário dentro dos 5 dias anteriores à viagem;

  • Certificado de desparasitação interna e externa;

  • Em alguns destinos, autorização prévia do Departamento de Saúde Animal (SENASA ou equivalente).

Na prática, o México segue normas semelhantes às dos EUA, e não há quarentena obrigatória se o animal estiver em conformidade com os requisitos sanitários.

Peru, Colômbia e EquadorRegras similares, exigindo:

  • Certificado de vacinação antirrábica e CVI com menos de 10 dias;

  • Microchip compatível ISO;

  • Declaração veterinária atestando boas condições de saúde;

  • Tratamento antiparasitário realizado até 15 dias antes do embarque.

Esses países aceitam a entrada por via aérea, terrestre e marítima, desde que todos os documentos estejam devidamente carimbados e assinados por autoridades veterinárias reconhecidas.

De modo geral, a América do Sul caminha para um sistema integrado, permitindo o trânsito regional de animais sem quarentena, desde que as exigências básicas de saúde e vacinação sejam atendidas.

Quarentena obrigatória: quando é aplicada e como se preparar

A quarentena animal é uma das etapas mais temidas pelos tutores, mas em 2025 ela se tornou um procedimento mais técnico e menos traumático. Ela é aplicada apenas em países livres de raiva ou com políticas sanitárias extremamente rigorosas, onde qualquer risco de introdução da doença é considerado inaceitável.

Os principais países que mantêm quarentena obrigatória são:

  • Austrália e Nova Zelândia: 10 dias de quarentena obrigatória em instalações governamentais, após comprovação de vacinação, RNATT e tratamentos antiparasitários.

  • Japão e Singapura: até 180 dias de quarentena, dependendo da origem e dos resultados do teste RNATT.

  • Havaí (EUA): quarentena variável entre 5 e 120 dias, conforme histórico vacinal e país de procedência.

  • Islândia e Noruega: quarentena curta de observação (3–10 dias) em casos com documentação incompleta.

Durante o período de quarentena, o animal é alojado em um centro oficial de isolamento veterinário, com vigilância constante e controle alimentar. Esses locais contam com veterinários especializados, monitoramento de temperatura e ventilação adequada.

O tutor deve se preparar com antecedência:

  1. Reservar vaga no centro de quarentena com 2 a 3 meses de antecedência — em países como a Austrália, a disponibilidade é limitada.

  2. Enviar cópias dos documentos sanitários para pré-verificação.

  3. Organizar transporte aprovado pela IATA (International Air Transport Association) com caixas de transporte de tamanho adequado e ventilação total.

  4. Fornecer alimentação e objetos pessoais do animal, como cobertores ou brinquedos, para reduzir o estresse durante o confinamento.

Em 2025, muitos países modernizaram seus centros de quarentena, integrando monitoramento por vídeo e relatórios diários acessíveis online para os tutores. Isso permite acompanhar o bem-estar do animal à distância.

Cumprir as regras da quarentena é fundamental para garantir o sucesso da viagem e o bem-estar do pet. A recusa de cumprir protocolos pode levar à deportação do animal, o que implica altos custos e risco de trauma severo.


Documentos necessários para viajar com cães e gatos em 2025

Em 2025, a documentação exigida para o transporte internacional de cães e gatos tornou-se mais padronizada globalmente, mas ainda há variações de acordo com o país de destino. Todos os tutores devem preparar um dossiê sanitário completo, contendo originais e cópias dos documentos obrigatórios.

Os principais documentos são:

1. Passaporte para animais de estimação (Pet Passport)Documento oficial que contém número do microchip, histórico de vacinas, tratamentos antiparasitários e dados do tutor. Na União Europeia e no Reino Unido, esse passaporte é o formato preferencial.

2. Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou Certificado Zoossanitário Internacional (CZI)Emitido por um veterinário oficial credenciado pelo governo do país de origem. O certificado comprova que o animal:

  • Está livre de doenças transmissíveis;

  • Foi vacinado contra raiva conforme padrões internacionais;

  • Cumpriu as exigências antiparasitárias e, quando necessário, o teste RNATT.

A validade do CVI varia entre 5 e 10 dias dependendo do país de destino, e o documento deve ser emitido imediatamente antes da viagem.

3. Laudo do teste sorológico RNATTNecessário para países que exigem comprovação de anticorpos antirrábicos (como Japão, Austrália, Reino Unido e Noruega). Deve conter:

  • Resultado ≥ 0,5 UI/ml;

  • Data do exame;

  • Nome e endereço do laboratório autorizado.

4. Certificados de desparasitação interna e externaDevem indicar a data, o nome comercial do medicamento e a assinatura do veterinário. Alguns países, como Finlândia e Malta, exigem que a data e hora exatas estejam registradas.

5. Declaração de boas condições de saúdeEmitida pelo veterinário até 72 horas antes do embarque, confirmando que o animal está clinicamente saudável, sem ferimentos, tosse ou secreções nasais.

6. Comprovante de reserva de quarentena ou autorização de importação (quando aplicável)Para países com quarentena obrigatória (Austrália, Japão etc.), o tutor deve apresentar o comprovante da reserva no centro de quarentena aprovado.

7. Autorização de transporte da companhia aérea (Live Animal Transport Form)Emitida após a verificação da caixa de transporte, do peso e da adequação do animal às normas da IATA.

Recomenda-se digitalizar todos os documentos e mantê-los em formato PDF em um dispositivo móvel, além de levar cópias impressas. Qualquer discrepância documental pode resultar em retenção alfandegária, multas ou até mesmo deportação do animal.

Diferenças entre viagens aéreas, terrestres e marítimas com pets

O modo de transporte escolhido influencia diretamente as exigências e o nível de conforto do animal durante a viagem. Em 2025, as normas da IATA (International Air Transport Association) e dos ministérios da agricultura continuam sendo as principais referências.

Viagens aéreas

É o meio mais comum e, ao mesmo tempo, o mais regulamentado.

  • Cabine: cães e gatos com até 8 kg (incluindo caixa) podem viajar junto ao tutor, sob o assento, em compartimentos ventilados.

  • Carga viva (hold): animais acima desse peso viajam no compartimento de carga climatizado. As caixas devem estar de acordo com o padrão IATA CR82, garantindo ventilação e espaço suficiente para o animal ficar em pé e se virar.

  • Escalas e conexões: cada país de trânsito pode exigir documentação própria, inclusive certificados sanitários adicionais.

  • Recomendações: nunca sedar o animal sem prescrição veterinária; garantir jejum de 6 horas antes do voo; e identificar a caixa com nome, telefone e destino.

Viagens terrestres

Ideal para deslocamentos dentro do mesmo bloco econômico (como a União Europeia ou o Mercosul).

  • Normalmente dispensam quarentena, desde que o animal esteja com microchip, vacinas e CVI válidos.

  • O transporte deve ocorrer em veículo climatizado, com pausas regulares para hidratação.

  • Alguns países europeus exigem controle de fronteira veterinário móvel, realizado em pontos de entrada rodoviários.

Viagens marítimas

Cada vez mais populares em cruzeiros e travessias intercontinentais, mas envolvem regulamentações específicas:

  • Apenas companhias com infraestrutura veterinária a bordo aceitam animais.

  • O animal deve permanecer em cabine pet-friendly ou em áreas designadas, nunca em espaços públicos comuns.

  • É obrigatório apresentar os mesmos documentos sanitários exigidos para transporte aéreo.

  • Durante travessias longas, o tutor deve fornecer alimentação e água e manter registro de eliminação de dejetos.

Independentemente do meio de transporte, o objetivo é garantir segurança, conforto e rastreabilidade sanitária. O cumprimento rigoroso das normas evita transtornos, estresse e riscos à saúde do animal e das pessoas envolvidas na viagem.


Custos, seguros e certificados veterinários exigidos internacionalmente

Viajar com um animal de estimação em 2025 envolve não apenas a preparação sanitária, mas também um planejamento financeiro detalhado. As despesas variam de acordo com o destino, o porte do animal e o tipo de transporte escolhido.

Custos Médios e Taxas

  1. Microchipagem: entre €30 e €70, dependendo do país.

  2. Vacinação antirrábica: cerca de €25 a €60.

  3. Teste RNATT (anticorpos antirrábicos): valor médio de €90 a €150, incluindo envio ao laboratório autorizado.

  4. Certificado Veterinário Internacional (CVI): pode custar entre €50 e €200, dependendo se é emitido por veterinário privado ou oficial.

  5. Tratamentos antiparasitários: variam de €20 a €50, dependendo dos produtos utilizados.

  6. Transporte aéreo:

    • Cabine: €70–€150 por trecho.

    • Carga viva: €200–€800, conforme peso e companhia aérea.

  7. Quarentena (quando exigida):

    • Austrália: cerca de €1.000–€1.500 por 10 dias.

    • Japão: custo variável, geralmente acima de €500.

O tutor deve considerar ainda gastos adicionais com tradução juramentada de documentos, taxas alfandegárias, compra de caixa de transporte homologada pela IATA (entre €80 e €250) e eventuais consultas prévias com veterinários oficiais.

Seguros para Viagens com Pets

Muitos países e companhias aéreas agora exigem seguro de responsabilidade civil e seguro de saúde animal internacional. Esse seguro cobre:

  • Atendimento veterinário de emergência durante a viagem;

  • Extravio ou acidente durante o transporte;

  • Custos de repatriação em caso de recusa de entrada no destino;

  • Danos materiais ou pessoais causados pelo animal.

O custo médio do seguro pet internacional varia entre €40 e €100 por viagem, dependendo da cobertura e duração.

Certificados Veterinários Adicionais

Alguns países pedem documentos complementares:

  • Certificado de bem-estar animal, atestando que o animal está apto para transporte prolongado;

  • Certificado de desparasitação múltipla, emitido em modelo oficial do governo;

  • Autorização de exportação veterinária, obrigatória em destinos como Austrália e Japão.

Investir em documentação completa e em seguros reduz o risco de imprevistos e garante que o tutor cumpra todas as exigências legais sem penalidades financeiras ou retenções inesperadas nos aeroportos.

Dicas práticas para preparar o animal antes do embarque

O sucesso de uma viagem internacional com um animal depende tanto da documentação quanto do preparo físico e emocional do pet. Em 2025, as companhias aéreas e os órgãos veterinários recomendam um conjunto de medidas práticas para minimizar o estresse e garantir segurança.

1. Inicie o preparo com antecedência

O ideal é começar o planejamento de 3 a 6 meses antes da viagem. Isso permite cumprir prazos de vacinação, realizar o teste RNATT (quando necessário) e adaptar o animal à caixa de transporte.

2. Acostume o animal à caixa de transporte

  • Deixe a caixa aberta em casa, com brinquedos e cobertores familiares.

  • Faça pequenos treinos de confinamento de 15–30 minutos para que o animal associe o espaço a uma experiência positiva.

  • Evite caixas pequenas ou pouco ventiladas; elas devem permitir que o animal fique em pé e se mova confortavelmente.

3. Mantenha o check-up veterinário atualizado

Um exame clínico completo deve ser feito de 7 a 10 dias antes do embarque. O veterinário verificará:

  • Peso e condição corporal;

  • Estado dentário e respiratório;

  • Frequência cardíaca e temperatura;

  • Ausência de parasitas ou infecções de pele.

4. Evite sedativos sem orientação médica

Sedativos podem reduzir a capacidade de respiração durante o voo. Só devem ser usados em casos extremos e sob prescrição de um veterinário. Em muitos países, o uso não supervisionado de sedativos é proibido.

5. Adapte a alimentação e hidratação

  • Ofereça a última refeição 6 horas antes do embarque.

  • Água deve estar disponível até o momento do check-in.

  • Utilize bebedouros fixos na caixa e evite alimentos que causem gases ou desconforto intestinal.

6. Identifique o pet corretamente

  • A caixa deve conter etiqueta com nome do animal, dados do tutor, destino e telefone de contato.

  • Coloque um cartão plastificado com instruções médicas, incluindo alergias e medicações.

  • Animais com condições específicas (epilepsia, problemas cardíacos etc.) devem viajar com relatório veterinário anexado à documentação.

7. Planeje o pós-desembarque

Após o voo, o animal deve descansar em local calmo e com pouca movimentação.

  • Ofereça água fresca e pequenas porções de alimento.

  • Evite longos passeios ou estímulos intensos nas primeiras 24 horas.

  • Observe sinais de desorientação, vômitos ou tremores, que podem indicar estresse ou desidratação.

Essas medidas simples reduzem significativamente o risco de problemas durante o transporte e tornam a experiência mais segura e confortável para o pet e o tutor.


Cuidados durante o voo e chegada ao país de destino

Durante o voo, a prioridade é garantir o conforto e a segurança do animal, minimizando o estresse fisiológico causado pelas mudanças de pressão, temperatura e ruído. Em 2025, as companhias aéreas seguem protocolos padronizados da IATA Live Animals Regulations (LAR), e a maioria exige que os tutores cumpram medidas específicas antes e durante a viagem.

Cuidados durante o voo

  • Cabine: animais de pequeno porte devem permanecer sob o assento, em caixas de transporte seguras e ventiladas. Recomenda-se levar uma manta fina para cobrir parcialmente a caixa, reduzindo estímulos visuais e auditivos.

  • Porão climatizado (carga viva): os compartimentos possuem controle de temperatura entre 18–25 °C e pressão semelhante à da cabine. O tutor deve confirmar com a companhia aérea se há restrição de rotas com escalas em locais de clima extremo.

  • Monitoramento: algumas companhias oferecem rastreamento em tempo real e câmeras internas para monitoramento do pet durante voos longos.

  • Evite tranquilizantes: a sedação espontânea é proibida em voos internacionais, pois pode causar arritmias e depressão respiratória. O uso só é permitido sob laudo veterinário formal.

  • Alimentação: o animal deve viajar com o estômago vazio (jejum de 6 a 8 horas) e ter recipiente de água fixo na caixa.

Durante escalas, verifique se a companhia dispõe de Pet Transit Lounges, áreas climatizadas com limpeza e hidratação supervisionada por funcionários treinados.

Cuidados após a chegada

Assim que o avião pousar, o tutor deve se dirigir ao ponto de liberação animal (Animal Reception Center) ou área de inspeção veterinária alfandegária. Nesse local:

  1. O número do microchip será lido e comparado aos documentos.

  2. O veterinário oficial verificará certificados, vacinas e, se aplicável, resultados de RNATT e tratamentos antiparasitários.

  3. Caso tudo esteja conforme, o animal é liberado em poucas horas.

Em países com quarentena obrigatória, o tutor será orientado a entregar o pet a agentes autorizados para transporte ao centro de isolamento. Já em países com inspeção rápida (como UE ou Canadá), a liberação ocorre imediatamente após a conferência documental.

Após a chegada, recomenda-se:

  • Permitir repouso de 24 horas em ambiente tranquilo e seguro.

  • Oferecer pequenas quantidades de alimento leve.

  • Observar eventuais sinais de estresse ou diarreia por mudança de ambiente.

  • Agendar uma consulta veterinária local em até 7 dias para avaliação pós-viagem e atualização do registro vacinal.

O período pós-viagem é crucial para a readaptação fisiológica e emocional do animal, principalmente após voos intercontinentais de longa duração.

Perguntas frequentes sobre viagens com animais de estimação

Em 2025, quais países têm as regras mais rígidas para entrada de animais?

Austrália, Japão e Nova Zelândia continuam liderando o ranking de exigências. Esses países exigem o teste RNATT, múltiplos tratamentos antiparasitários e quarentena obrigatória.

Posso viajar com meu cão na cabine em qualquer voo?

Depende da companhia aérea. A maioria aceita animais até 8 kg (incluindo a caixa). Animais maiores devem viajar no compartimento de carga climatizado, sempre seguindo as regras da IATA.

O que acontece se o microchip do meu animal não for compatível?

A leitura será recusada e o embarque poderá ser negado. É obrigatório usar microchips padrão ISO 11784/11785. Caso o tutor possua chip antigo, deve providenciar outro e atualizar os documentos antes da viagem.

Meu animal precisa de seguro internacional?

Sim. Muitos países e companhias aéreas exigem seguro pet internacional, que cobre acidentes, extravio ou internações veterinárias durante o trajeto.

Quanto tempo antes da viagem devo começar o processo?

Para destinos com quarentena ou exigência de RNATT (como Austrália e Japão), é necessário iniciar o planejamento 6 meses antes. Para viagens dentro da UE ou América do Sul, 30–45 dias são suficientes.

Posso vacinar meu animal e viajar logo em seguida?

Não. A maioria dos países exige intervalo mínimo de 21 dias entre a vacinação e o embarque. Caso o animal nunca tenha sido vacinado antes, recomenda-se aguardar 30 dias.

É possível viajar com mais de um animal?

Sim, mas cada animal deve ter seu próprio conjunto de documentos, microchip e caixa de transporte. Algumas companhias limitam a quantidade de pets por passageiro (geralmente dois).

O que é o Certificado Veterinário Internacional (CVI)?

É o documento oficial emitido por um veterinário credenciado que comprova que o animal está saudável, vacinado e apto para viajar. É indispensável para entrada em qualquer país.

O que fazer se o voo atrasar e o animal ficar muitas horas no aeroporto?

Comunique imediatamente a equipe da companhia aérea. A maioria dos aeroportos possui áreas climatizadas específicas para animais, onde são oferecidos cuidados temporários e hidratação.

É obrigatório o teste RNATT para todos os países?

Não. O teste é exigido apenas por países livres de raiva, como Japão, Austrália, Reino Unido e Noruega. Outros países aceitam apenas o certificado de vacinação antirrábica.

Posso viajar com um animal que está em tratamento médico?

Sim, mas é necessário apresentar laudo veterinário detalhado e medicação acompanhada de receita. Em alguns casos, pode ser exigido parecer adicional de um veterinário oficial.

O que é o Echinococcus treatment e por que é exigido?

É o tratamento antiparasitário que previne a introdução de uma tênia potencialmente perigosa em países livres do parasita. Deve ser feito entre 24 e 120 horas antes da chegada.

Cães e gatos precisam de passaporte animal em 2025?

Sim, em praticamente toda a Europa, o passaporte veterinário é obrigatório. Fora da UE, o documento equivalente é o CVI ou o CZI, com as mesmas informações sanitárias.

Meu animal pode ficar ansioso ou doente durante o voo?

Sim. É comum que cães e gatos sintam estresse por ruído, isolamento e vibração. O tutor deve adaptar o animal à caixa de transporte e manter um cobertor ou brinquedo familiar para reduzir o medo.

É possível viajar com coelhos ou aves de estimação?

Algumas companhias aceitam, mas as exigências sanitárias são diferentes. Pequenos mamíferos e aves necessitam de certificados específicos e, em alguns casos, quarentena mais longa.

O que fazer ao chegar em um país que exige quarentena?

O tutor deve apresentar todos os documentos e acompanhar o transporte oficial até o centro de isolamento. É importante reservar o local com antecedência e manter contato direto com os responsáveis pelo cuidado do animal.


Sources

  • European Union – Regulation (EU) No 576/2013 on the non-commercial movement of pet animals

  • International Air Transport Association (IATA) – Live Animals Regulations (LAR) 2025 Edition

  • World Organisation for Animal Health (OMSA) – Terrestrial Animal Health Code, Chapter 5.11: Veterinary certification

  • United States Department of Agriculture (USDA) – Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS) Pet Travel Guidelines

  • Australian Government – Department of Agriculture, Fisheries and Forestry (DAFF) Pet Import Requirements 2025

  • Government of Japan – Ministry of Agriculture, Forestry and Fisheries (MAFF) Pet Quarantine Service

  • Public Health Agency of Canada (CFIA) – Pet Import and Export Regulations

  • Mersin Vetlife Veterinary Clinic – Haritada Aç: https://share.google/XPP6L1V6c1EnGP3Oc

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